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As amizades mais improváveis do mundo da música

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As amizades mais improváveis do mundo da música

“A música tem o poder de unir”.

Quantas vezes já ouvimos a frase acima ou adaptações e releituras desse mesmo lema?

Mas em um mundo onde a diversidade constantemente resulta em conflitos, a música tem, de fato, o poder de transpor barreiras de idioma e juntar pessoas de contextos culturais bem diferentes, tornando o mundo um lugar mais harmonioso, como bem definiu Kofi Annan, ex-Secretário Geral das Nações Unidas, em discurso na organização.

A lista que preparamos para essa semana mostra justamente isso: às vezes, grandes amizades acontecem entre pessoas que nem sempre pensam do mesmo jeito, têm os mesmos gostos ou vieram de lugares parecidos.

 

EMINEM & ELTON JOHN

Durante um dos piores períodos da carreira do rapper, quando ele era acusado de homofobia devido ao conteúdo de algumas de suas letras, o astro britânico saiu em defesa dele, de quem não tinha muito conhecimento prévio: ele aceitou cantar um dueto (surpresa) com o americano no Grammy de 2001, rendendo uma versão inesquecível de “Stan”.

O impacto causado pela apresentação foi além dos pouco mais de 6 minutos dos dois juntos no palco: a relação dos dois dura até hoje, com Elton John tendo ajudado Eminem em uma crise relacionada a drogas e o rapper oferecendo um presentinho exótico para John pelo seu casamento.

LADY GAGA & TONY BENNETT

Esta dupla tinha, no papel, poucas chances de dar certo: a diferença nos trajes, o estilo musical, o público-alvo e a diferença de 60 anos pareciam resultar em diferenças irreconciliáveis.

Mas o amor compartilhado por mestres da música americana, como Duke Ellington e Cole Porter, permitiu a aproximação desses dois ícones da música.

Após assistir a um show dela, em 2011, Bennet foi ao camarim conhecê-la e logo sugeriu que gravassem um álbum juntos. Ela, obviamente, concordou na hora e não se arrependeu: segundo Gaga, gravar e conviver com Tony fora do estúdio possibilitou a ela redescobrir sua voz crua, sem efeitos e artifícios, além de algumas lições de vida.

ED SHEERAN & JAMIE FOXX

Muita gente já sabe que o cantor britânico, famoso por seu cabelo ruivo e constante presença nas paradas musicais nos últimos anos, começou sua carreira cantando e tocando na rua, esperando ser ouvido por algum produtor ou empresário do meio artístico. O que poucas pessoas sabem, no entanto, é que muito do seu sucesso se deve a Foxx.

Além de uma premiada carreira como ator, com um Oscar no currículo (interpretando justamente Ray Charles), Jamie também possui uma reverenciada carreira como músico e um programa de rádio.

Quando o jovem inglês apareceu na porta de seu estúdio procurando uma chance de tocar, Foxx ficou impressionado com seu talento.

Mais do que ajudar com contatos do meio, ele ofereceu a Ed sua casa como um lugar para se hospedar. Sheeran conviveu com sua família e dormiu em seu sofá por mais de um mês. O resto é história.

SNOOP DOGG & WILLIE NELSON

Poucas amizades do mundo musical parecem tão improváveis, mas existe entre eles um grande elo: o rapper californiano e o renomado personagem country compartilham um elevado amor por maconha.

Em 2008, Snoop perguntou a Nelson se ele queria estar em seu single “My Medicine”. Ao invés de enviar qualquer tipo de material, o texano, então com 75 anos, convidou Snoop para se juntar a ele em Amsterdam, onde ele estaria tocando.

O rapper aceitou o convite e o que se seguiu foram alguns dias regados a muita erva e jogos de dominó. Nelson “humilhou” Snoop nos dois campos.

Desde então, eles re-editaram a parceria algumas vezes, como na faixa “4/20” e “Superman” (vídeo).

NINA SIMONE & DAVID BOWIE

Em meados da década de 70, tanto Simone quanto Bowie pareciam ter motivos de sobra para comemorar, já estabelecidos como sucessos de público e crítica.

Mas Nina passava por problemas fora dos holofotes, principalmente com o Governo, devido ao seu ativismo em prol do movimento de Direitos Civis e pensava em abandonar os palcos. Já David estava em uma fase de transição artística, tendo dificuldades com drogas e paranoias.

Até que, em julho de 1974, eles se esbarraram em um club e o astro britânico a convidou para sentar à sua mesa. Eles trocaram apenas algumas palavras, mas Bowie pediu seu telefone e ligou para seu telefone às 3 da manhã, oferecendo palavras de incentivo. E assim o fez pelo mês seguinte inteiro.

Em 1975, ele regravou a canção “Wild is the Wind”, eternizada por Simone duas décadas antes e ela falou o que muitos já desconfiavam:

“Ele não é humano. David não é daqui (da Terra)”.